TRADUTOR

sábado, 29 de dezembro de 2012

A DINÂMICA DA LUTA INTER-BURGUESA NO BRASIL

PT, o partido preferencial da burguesia, na berlinda

“Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
 São trezentos picaretas com anel de doutor”
Luís Inácio (300 Picaretas) -1994
Os Paralamas do Sucesso

A ofensiva jurídico-midiática da direita contra o PT foi, até agora, o ponto alto da disputa inter-burguesa no Brasil. Instrumentalizada via Supremo Tribunal Federal através do “maior julgamento da história do país”, a investida expressa as ambições da oposição burguesa para retomar o governo federal combinado as crescentes pressões do capital especulativo para que Dilma revalorize a taxa de juros pagos aos especuladores detentores de títulos públicos brasileiros. Mal foram condenados os mensaleiros 1, a ofensiva ameaça ampliar-se contra Lula através de outra forte instituição do Estado – a Polícia Federal 2 – e isto é uma prévia das disputas eleitorais burguesas de 2014.

Este avanço sucessivo e ativo da direita demonstra que é para a burguesia, e só para ela, válida a concepção de disputa contra-hegemônica por dentro do Estado – para usar expressão adorada pelos reformistas gramiscianos. Ironicamente, embora José Genuíno tenha sido um dos precursores desta concepção no PT, o resultado do mensalão demonstra que a tese da contra-hegemonia intra-estatal não foi muito grata ao defensor 3. Ironicamente também, o mensalão é a integração do modo petista de governar comandado por Luís Inácio com os 300 picaretas contra os quais ele havia avisado.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

BALANÇO DA V CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP

O plano da burocracia não foi organizar os professores para lutar pelos interesses dos filhos da classe trabalhadora nem muito menos  pelo socialismo, mas para aprofundar a colaboração com os governos burgueses

Prof. F.E.M., Representante escolar e delegado na V Conferencia Educacional da Apeoesp
Prof. E.C., Representante escolar e delegado na V Conferencia Educacional da Apeoesp

Entre os dias 28 e 30 de novembro de 2012 ocorreu a V Conferencia de Educação da Apeoesp em Serra Negra, São Paulo. O Fórum que contou com a participação de mais de 2000 delegados tinha como tema “bases para um plano estadual de educação que atenda aos interesses dos filhos da classe trabalhadora”. Um objetivo correto para o maior sindicato da América Latina, mas que não passou de uma meta distracionista utilizada pela direção do sindicato para traficar sua política completamente distinta do tema central da Conferência. Valendo-se do imenso peso do aparato burocrático o setor majoritário do sindicato, Articulação, Art/Nova (PT) e PCdoB, ligadas ao governo federal, “elegeu” quase 2/3 dos delegados da Conferência. Como coadjuvante deste esquema estiveram às correntes sindicais minoritárias da diretoria, hegemonizadas pelo PSTU (oposição alternativa) e o PSOL (Bloco de oposição educação movimento e luta) e seus satélites dividindo menos de 1/3 dos delegados.

A metodologia das mesas de discussão foi avessa de um processo de debates e aprofundamento teóricos em vista de uma prática transformadora. Primeiro, valendo-se de um curtíssimo prazo de inscrição para restringir as contribuições escritas para as pré-conferências (nove ao total). Segundo, restringindo o debate democrático impedindo inclusive que o conjunto das contribuições participasse das mesas de debate, restritas a representantes do PT, PCdoB, PSTU e PSOL.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

TERRORISMO DE ESTADO EM SÃO PAULO

Incêndios em Paraisópolis, Moinho, Vila Leopoldina,...  A queima da população a mando da especulação imobiliária
Folha do Trabalhador 17
Toda noite cerca de 20 jovens são assassinados nos bairros proletários da grande São Paulo por “motoqueiros fantasmas” que atacam a população pobre e trabalhadora, espalhando terror estatal “invisível”.

FORA A PM TUCANA DE PARAISÓPOLIS E DA SAN REMO!

As vítimas são as de sempre: pobres, pretas e jovens trabalhadores, arrancados de casa ou perseguidos pelas ruas, capturados, torturados e fuzilados sozinhos ou nos bares. Paraisópolis e San Remo são comunidades que já estão sob intervenção policial do governo Alckmin.

Frustrando quem esperava uma mudança com Haddad, depois de todos os incêndios criminosos de Kassab, o prefeito petista nomeou um malufista para controlar a habitação. É Haddad/Maluf quem vão continuar o “bonde do terror” dos governos estadual e municipal contra a população trabalhadora.

TERRORISMO DE ESTADO E EXPLORAÇÃO DE CLASSES

Os alvos do terror são os trabalhadores, seus filhos, os baixos funcionários da empresa ilegal do narcotráfico (os verdadeiros patrões desta companhias multinacionais da droga são intocáveis  burgueses, sócios do Estado e seu aparato repressivo). Trata-se de uma ofensiva aterrorizante contra a população apresentada como uma disputa entre a PM e o narcotráfico. A burguesia utiliza inclusive do fato do sujeito ter caído no lumpesinato, passando a trabalhar para o tráfico para sobreatrerrorizar o proletariado de conjunto, fazendo do Brasil o país de 4ª maior população carcerária do planeta (500 mil!) em cárceres medievais que o próprio ministro da justiça petista, uma vez que tem alguns de seus companheiros correndo o risco de passar alguns dias lá pelo mensalão, reconheça que prefere morrer do que passar alguns dias em uma prisão brasileira.

SP - INCÊNDIOS E GUERRA DE EXTERMÍNIO CONTRA O PROLETARIADO

Sem combater o governo malufista de Haddad e do PT não será possível conquistar moradia digna!
Folha do Trabalhador 17

O que a juventude trabalhadora e o proletariado pode esperar dos governos burgueses de Dilma, Alckmin e Haddad?

DILMA: Minha casa minha dívida e intervenção militar federal como no Rio e no Distrito Federal. Preferindo morrer a ficar preso no sistema penitenciário brasileiro, o Ministro da Justiça do governo federal petista oferece o sistema prisional nacional para ajudar a guerra de Alckmin contra os pobres.

ALCKMIN: Guerra de extermínio contra jovens das periferias por décadas seguidas

HADDAD: Já entregou para Maluf a continuidade a política “incendiária” de Kassab e ainda manterá a política kassabista de militarização das sub-prefeituras, dirigidas por delegados de polícia, repressão aos camelôs, etc.

A nomeação do PP para a secretaria de habitação demonstrou mais do que o cumprimento de um acordo eleitoral podre, o compromisso do PT com a especulação imobiliária contra a reforma urbana e a luta por moradia digna. Sendo assim, um petista faria grande diferença para a população que precisa de habitação?

Que o ativismo honesto, e combativo do movimento popular (UMM, CMP, FLM, etc.) rompa com o PT, amigo de Maluf, inimigo dos sem-teto e do povo pobre e trabalhador!

HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE SÃO PAULO

Uma vitória importante na luta pela organização dos trabalhadores na CIPA do HC
por Geisa Amaral

No dia 30 de novembro ocorreu eleições para a CIPA nos diversos institutos que compõem o Hospital das Clínicas de São Paulo. Este complexo hospitalar é considerado um dos maiores e mais importantes hospitais da América Latina, concentrando aproximadamente 15 mil trabalhadores.

As eleições aconteceram num momento em que o complexo está prestes a sofrer um perigoso ataque pelo governo do Estado e setores privados da saúde, que pretendem transformá-lo em autarquia especial, ou seja, entregar livremente a gerência do Hospital para as mãos da iniciativa privada, sob o pretexto de aumentar o orçamento da instituição.

sábado, 8 de dezembro de 2012

O BOLCHEVIQUE # 13 - CAPA E SUMÁRIO


Sumário Interativo

ESTRUTURA BRASILEIRA E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS 2/2

ESTRUTURA BRASILEIRA E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS 1/2

BOX
20 anos depois, PSTU realiza o curso do cretinismo eleitoral trilhado pela CST/UIT

DA PALESTINA A PARAISÓPOLIS

ARGENTINA - MANIFESTAÇÃO DE 20/11/2012 EM BUENOS AIRES – Tendencia Militante Bolchevique

DECLARAÇÃO DO CLQI SOBRE A RECOLONIZAÇÃO DA LÍBIA

ATO NACIONAL CONTRA O EXTERMÍNIO INDÍGENA

INGLATERRA – A MARCHA DE 20/10/2012 EM LONDRES – Socialist Fight

Encarte Folha do Trabalhador # 16:
A importância da luta teórico-ideológica nos professores
Contribuição da LC à V Conferência Educacional da Apeoesp

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 1/5

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 2/5

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 3/5

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 4/5

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 5/5

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

NIEMEYER, COMUNISMO E PROLETARIADO

O "comunista" Oscar Niemeyer e o levante dos operários na construção de Brasília

Oscar Niemeyer faleceu aos 104 anos, identificado pelas novas gerações como uns dos mais antigos comunistas do país. Para os saudosistas do "velho comunista" recomendamos assistir o vergonhoso depoimento do mesmo no documentário "Conterrâneos Velhos de Guerra", acerca do massacre de centenas de operários da construção civil, os candangos, tragédia que na época teve a dimensão do massacre dos sem terra de Eldorado dos Carajás. O trecho a seguir foi extraído do filme citado, dirigido por de Vladimir Carvalho, 1991.  http://www.youtube.com/watch?v=-qIjSCVwflU

Recomendamos também assistir a entrevista do igualmente "aclamado" arquiteto Lúcio Costa http://www.youtube.com/watch?v=dA6M_C5vTcI) sobre o mesmo episódio com os candangos nos canteiros de obra de construção de Brasília que viviam em situações iguais ou piores aos dos operários das obras do PAC de Dilma. A chacina dos candangos teria ocorrido em resposta a manifestação de operários que cobravam melhores condições de trabalho nas obras da nova capital.

domingo, 2 de dezembro de 2012

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 3/5

10% do PIB para quem? 100% das verbas sob o controle da comunidade escolar!
Folha do Trabalhador # 16 
Não podemos cair na ilusão vendida por várias correntes da diretoria da Apeoesp (Art, ArtNova, CTB, Na Escola Na Luta, Unidos, LTS, OposiçãoAlternativa/PSTU) de que a elevação da parte do PIB destinada a educação para 10% signifique alguma melhoria real. Enquanto a verba for controlada por governos gestores dos negócios da burguesia ela vai direto para o bolso dos tubarões capitalistas.

A “autonomia” escolar defendida pela Secretaria de Educação significa um “te vira” para a escola, livrando o Estado de ter que garantir plenas condições materiais para o ensino. Por sua vez, a política co-gestão defendida pela burocracia da Apeoesp e seu arremedo de democracia escolar, limita-se a eleição de gestores sob a mesma estrutura arcaica falida atual.

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 2/5

A quem serve a “política educacional” do PSDB?
 Folha do Trabalhador # 16
Embora a escola em que trabalhamos seja pública e estatal, tanto seu objetivo imediato quanto o resultado do ensino estão a serviço dos empresários. No imediato, a escola pública serve ao parasitismo de centenas de capitalistas que recebem vultosas verbas estatais.

Não é só a escola privada que enriquece com a educação. Dezenas de sócios do tucanato, fornecedores de material didático, alimentos e de variados serviços abocanham grande parte das verbas destinadas à educação e o que sobrar vai para os holerites dos trabalhadores. Os partidos burgueses são gerentes da classe dominante e a educação é parte deste negócio. Daí que como o capitalista está interessado em ganhar dinheiro, a verba destinada ao ensino tem como principal função enricá-lo e não educar.

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 4/5

Direção da Apeoesp (PT, PCdoB, PSTU e PSOL)
“consensua” com governo do PSDB
contra professores em Comissão Paritária
Folha do Trabalhador # 16
A direção do sindicato substitui a mobilização da categoria contra o governo, pela conciliação permanente com os Secretários de Alckmin através da Comissão Paritária cujos “importantes consensos” comemorados pela burocracia no caderno “Conversando sobre a Carreira” são acordos contra os professores, como a aceitação da prova de mérito, a concordância com a matriz legal do governo, da participação nos fóruns do governo como forma de evolução funcional. A diretoria é cúmplice do parcelamento do enganoso “aumento salarial” e da aplicação da Lei do Piso em quatro anos. Daí o leitor deve se perguntar: Afinal, a quem serve a diretoria da Apeoesp?

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 5/5

Não em nosso nome!
Não a redução da maioridade penal!
Não a criminalização de nossos alunos!
Folha do Trabalhador #16
O governo Alckmin já provou que é inimigo da educação, que reprime com o aparato policial e a justiça burguesa aos que lutam por melhores condições de ensino. O Estado e seu aparato repressivo estão a serviço dos capitalistas e contra os trabalhadores e a juventude. Sempre que pode busca encontrar uma brecha para criminalizar nossas lutas e oprimir aos setores mais rebeldes da população reprimirão, por isto desejam reduzir agora a maioridade penal, tratando a questão social como caso de polícia.

A violência nas escolas reflete ao conjunto da crescente bárbarie social capitalista. Ensino superior caro, empregos precários e baixos  salários causam a marginalização da juventude. Esta situação é agravada pela desvalorização do ensino por parte dos governos, principalmente, pela desvalorização dos professores. O desinteresse pelo estudo e a rebeldia contra a escola é uma reação espontânea a este sistema educacional falido. A pedagogia neoliberal, “escolonovista” adotadas toma medidas de desqualificação da educação como a aprovação automática, o arrocho salarial e a precarização crescente dos próprios professores.

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO DA APEOESP 1/5

Contribuição da Liga Comunista
Folha do Trabalhador #16

Nossa política educacional deve superar duas tendências que limitam a luta por melhores condições de trabalho e de vida.

A primeira, hegemônica na direção da Apeoesp, colabora com o governo tucano contra nossos interesses, acreditando que a miséria educacional pode ser resolvida no capitalismo. 
A segunda, despreza a luta teórica e limita-se às reivindicações salariais (economicistas), que, embora vitais, não nos desobrigam de lutar contra o avanço da reação ideológica, pois sem um combate tenaz neste terreno também, a categoria acaba caindo no canto de sereia de medidas que enfraquecem os trabalhadores e a juventude e fortalecem nossos inimigos, como a prova do mérito, a aprovação automática e a criminalização dos alunos.
Tais preocupações “subjetivas” são fundamentais para revigorar nossa força e coesão contra a barbárie capitalista que tanto adoece os professores. Por isto também, é nossa tarefa educar nossos alunos para o combate contra o capitalismo.

Sumário:
> A quem serve a “política educacional” do PSDB?
> 10% do PIB para quem? 100% das verbas sob o controle da comunidade escolar!
> Direção da Apeoesp “consensua” com governo do PSDB contra professores em Comissão Paritária
> Não em nosso nome! Não a redução da maioridade penal! Não a criminalização de nossos alunos!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

DA PALESTINA A PARAISÓPOLIS

“Não há capitalismo sem racismo!” 
Logo, é preciso acabar com o capitalismo
para livrar a humanidade do racismo!
por Geisa Amaral, Leon Carlos e Humberto Rodrigues


Todos os dias cerca de 20 pessoas são assassinadas em Gaza pelo exercito israelense. Aproximadamente a mesma quantidade de vítimas é fuzilada nos bairros proletários da grande São Paulo atribuídas a “motoqueiros fantasmas” que executam preferencialmente quem tenha passagem pela polícia, mas que ataca a toda a população pobre e trabalhadora, espalhando terror estatal “invisível”.

No gueto de Gaza as vítimas são palestinos impedidos de possuírem um Estado, exercito, marinha ou aeronáutica, a maioria criança, uma vez que boa parte da população adulta já foi massacrada ou se encontra presa nas masmorras de Israel.

No local de moradia da população trabalhadora paulista as vítimas são os de sempre: pobres, pretos e jovens trabalhadores, arrancados de casa ou perseguidos pelas ruas, capturados, torturados ou sumariamente fuzilados sozinhos ou nos bares. Ainda que os acontecimentos detonadores das duas guerras sejam completamente distintos, os massacres são cometidos por justificativas ideológicas igualmente racistas. Também nos dois casos, o objetivo é aterrorizar as vítimas com bombas de fósforo branco disparados por caças e ameaça de invasão de Gaza pelos tanques israelenses ou grupos de extermínio, que impõem um estado de sítio nas periferias e as ocupam militarmente. Ainda há a ameaça da a intervenção policial e militar em comunidades como Paraisópolis (na capital paulista) ou as UPPs no Rio de Janeiro em larga escala. O interesse motriz que está por trás de ambos é aumento da acumulação capitalista.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ARGENTINA - MANIFESTAÇÃO DE 20 DE NOVEMBRO DE 2012

¡No a CFK, a la oposición burguesa de derecha y a las burocracias sindicales saboteadoras!
¡Si a una fuerte huelga nacional y a la construcción de un partido verdaderamente trotskista de la clase obrera para imponer una salida obrera independiente y revolucionaria!

A LC reproduz o panfleto da TMB (seção do CLQI) para o 20N em Buenos Aires

El triunfo de las luchas de los trabajadores es la única garantía capaz de evitar una salida reaccionaria. Para hacer que los conflictos se encamine a en una tendencia hacia la huelga general indefinida . Por una salida independiente y obrera.

El cristinismo, como todo gobierno burgués, ésta haciendo de los trabajadores la principal variable de ajuste para descargar sobre ellos los costos del fin de fiesta del ciclo de los Kirchner. Esto se ve claramente en la erosión de los salarios por vía de la inflación y en las leyes flexibilizadoras como la reforma de las demandas por accidentes de trabajo. En donde el cristinismo no tuvo problema en votar junto a la oposición de derecha – en este caso el macrismo-que tanto condena.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

DECLARAÇÃO DO CLQI SOBRE A RECOLONIZAÇÃO DA LÍBIA


Quão estranho é o rosto da "libertação" na Líbia hoje!
Resposta a Michael Pröbsting e ao RCIT 


A Liga Comunista publica abaixo a declaração do Comitê de Ligação pela IV Internacional composto pelo Socialist Fight britânico, pela Tendencia Militante Bolchevique argentina e pela LC brasileira, em resposta a Tendência Revolucionária Comunista Internacional (RCIT) dirigido pelo RKOB austríaco. O RKOB é uma ruptura da Liga pela 5ª Internacional dirigida pelo Workers Power britânico.
 
A importância deste debate em meio a atual ofensiva da OTAN e de Israel sobre a Síria e a Palestina deriva do fato de que o RKOB compartilha das mesmas ilusões da maioria da chamada esquerda trotskista que acreditam que a Líbia e a Síria vivem “revoluções democráticas" (no Brasil, o PSTU, o PSOL e POR) ou simplesmente “revoluções” (PCO, LER e MR) e que de alguma forma uma luta conduzida por direções pró-imperialistas possa servir aos interesses dos trabalhadores por direitos democráticos e sindicais.

1. O artigo de 10.800 palavras de Michael Pröbsting “Lutas de libertação e interferência imperialista – O fracasso do sectárismo ‘anti-imperialista’ no Ocidente: Algumas considerações gerais do ponto de vista do marxista sob o exemplo da revolução democrática na Líbia em 2011” publicado no Boletim “Comunismo Revolucionário” da Tendência Revolucionária Comunista Internacional (RCIT), No.12, 2012/10/24 merece alguma consideração, pois procuram defender sua indefensável posição pró-imperialista sobre a Líbia e ataca aqueles que tomaram uma posição de princípio. [1]

2. No entanto, rejeitamos a identificação das posições do Comité de Ligação pela Quarta Internacional (LCLQI) com as da ICL/espartaquistas e do Grupo Internacionalista/LFI:

Os sectários ‘anti-imperialistas’ no entanto, colocam-se ao lado do reacionário regime de Gaddafi contra a revolução popular. Exemplos de grupos que assumiram tal posição reacionária são o Comité de Ligação da Liga Comunista (Brasil), do Grupo Revolucionário Marxista (África do Sul) e do Luta Socialista (Grã-Bretanha), a ICL/espartaquistas, o LFI/Grupo Internacionalista de Norden e o grupo stalinista "Partido Comunista da Grã-Bretanha (‘marxista-leninista’)”.

Existem grandes diferenças, esses dois grupos e a Tendência Bolchevique Internacional. O terceiro membro da "família Spartaquista", se recusou a defender a Líbia contra os rebeldes dirigidos pela CIA em Benghazi na guerra contra Gaddafi desde o início e nunca teve a orientação de princípios da Frente Unida Anti-Imperialista, adotando a linha mais light e incorreta de "bloco militar" contra as posições do Comintern sob Lênin e Trotsky e contra as posições que Trotsky defendeu até seu assassinato em 1940. [2]

domingo, 11 de novembro de 2012

ATO NACIONAL CONTRA O EXTERMÍNIO INDÍGENA

Somos todos Guaranis e Kaiowas contra o genocídio a mando do agronegócio e seus lacaios: o Supremo Tribunal Federal, Dilma e o PT!

No dia 9 de novembro de 2012 ocorreram atos em defesa dos povos guarani-kaiowas em 50 cidades do Brasil. Em São Paulo, a maior manifestação nacional contou com mais de três mil pessoas que se concentraram no MASP desde as 13h até as 18h. Primeiramente, no início da tarde, os manifestantes se dirigiram à sede do Tribunal Regional Federal da Avenida Paulista para entregar a “Carta dos Movimentos Populares” pedindo a urgência na demarcação de terras e a anulação dos despejos. A segunda concentração, às 17h, marchou da Avenida Paulista até o Vale do Anhangabaú e encerrando-se às 21h.

Desde a chegada dos portugueses a estas terras, há mais de meio milênio, o dia 9 de novembro entrará para a história como a data em que mais aconteceram protestos pela causa dos povos originários e contra o Estado capitalista em toda a história do Brasil.
O movimento ganhou força quando os Guarani-Kaiowás no Mato Grosso do Sul passaram a ser ameaçados de extinção. Quando os portugueses chegaram havia aproximadamente 10 milhões de índios no país. Hoje não chegam a 1 milhão. Enquanto a população brasileira cresceu para quase 200 milhões de habitantes, o avanço do latifúndio capitalista sobre o qual se assentou a economia da colônia no princípio e agora da semi-colônia fez com que a população aborígine retrocedesse violentamente. Graças ao servilismo de todos os governos burgueses, o país nunca passou de uma economia agro-exportadora a serviço do grande capital internacional.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

ESTRUTURA BRASILEIRA E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS 2/2

A base material reacionária do
gradualismo sem rupturas em todo
processo político brasileiro

É bem sabido que o Brasil não possui tradição de partidos políticos. Como uma serpente que muda de pele, a cada 40 anos a burguesia renova 100% de suas principais agremiações. Este não é um padrão burguês mundial, mas uma característica nacional. Nesta questão, o Brasil é diferente dos EUA, Inglaterra, França, Argentina, Índia ou México.

A inconsistência dos partidos políticos burgueses é uma característica típica do modo de conservação do poder pela classe dominante do Brasil, fenômeno que se combina com outro, a falta de processos de ruptura mesmo nos marcos capitalistas, como revoluções vitoriosas (Inglaterra, França, EUA,) ou abortadas (países semi-coloniais).

Acontecimentos como a independência, a instauração da república, o fim da escravidão, a mudança de regimes ditatoriais para regimes democráticos não aconteceram sem rupturas nos outros países 1. No entanto, no Brasil todos estes processos se deram de forma “lenta, gradual, segura e sem revanchismos” 2.

ESTRUTURA BRASILEIRA E PERSPECTIVAS CONJUNTURAIS 1/2

A insustentável leveza1 dos partidos burgueses
brasileiros e a necessidade de criar um forte
partido trotskista da classe operária

dO Bolchevique #13
Ainda que sem consciência de seus interesses históricos, a massa dos trabalhadores resiste como pode cada vez mais desiludida com a democracia dos ricos. Mesmo sendo obrigada a votar e sob um intenso bombardeio ideológico dos partidos do regime e do Estado, que fez destas as eleições mais caras da história do país (quase 600 milhões de reais), os votos brancos, nulos e abstenções nacionais subiram para 26,6%. Até em São Paulo, capital econômica do país, onde a acirrada disputa inter-burguesa entre os dois principais partidos hegemônicos na classe dominante, nucleadores da situação e da oposição, PT e PSDB, fizeram grande apelo para ao eleitor, a rejeição foi de 30%. Cerca de 2,5 milhões de eleitores não votaram em nenhum candidato. Destes, 800 mil foram às urnas em meio a sol e chuva intensos que marcaram o clima no segundo turno para votar branco ou nulo.

Além disto, estas eleições foram recordistas em disputas nos 2º turnos. Também os candidatos oposicionistas foram vitoriosos sobre os candidatos situacionistas em cada município. Por sua vez, foi a eleição com o menor índice de reeleições desde que foi criado este artifício 2.

Os partidos que se reivindicam socialistas que compuseram a “Frente de Esquerda” (PSOL, PSTU e PCB) em 2006 foram completamente incapazes de influenciar progressivamente a desilusão popular com as eleições burguesas porque simplesmente coligaram-se aos partidos capitalistas, aderindo ao cretinismo eleitoral que tanto enoja de forma crescente os setores mais avançados da classe trabalhadora. O PSOL consolidou sua condição de pequeno partido burguês, aliando-se com todo o espectro nacional, dos governistas PT e PCdoB à direitona do PP de Maluf e Bolsonaro e do DEM de Demóstenes e Caiado, para eleger a todo custo e custeados pelas empresas capitalistas, 49 vereadores e seus primeiros dois prefeitos.

domingo, 21 de outubro de 2012

INGLATERRA - PANFLETO DO SOCIALIST FIGHT NA MARCHA DE 20/10/2012

Pela vitória dos mineiros sul africanos em greve! Nenhuma ilusão nos que buscam tornar mais tolerável o ajuste! Que o Congresso dos Sindicatos (TUC)  convoque uma greve geral por tempo indeterminado!

Os mineiros grevistas da África do Sul são hoje a vanguarda do proletariado internacional. O massacre brutal e pré-planejado dos 34 mineiros em 16 de agosto é uma manifestação aguda da crise internacional do capitalismo. Todos os trabalhadores com consciência de classe do planeta tem o dever de apoiar e trabalhar para a vitória desses grevistas porque eles estão lutando não apenas para o futuro da classe operária sul africana, mas pelo futuro de todos nós.
A crise mundial do capitalismo continua a se aprofundar, a crise da dívida grega e da soberana europeia continua se agravando. Vários países da área do euro não pode pagar ou refinanciar sua dívida pública sem deixar de tornar-se reféns da temida troika: o FMI, UE e BCE.
As dívidas dos especuladores e bancos de propriedade bursáteis foram transferidas para o saldo bancário nacional e assim a crise se tornou uma crise da dívida soberana que agora ameaça a solvência de nações inteiras e a sobrevivência do euro e da própria União Europeia. Isto tem consequências globais, ameaçando rivalidades inter-imperialistas como as que vimos antes das Primeira e da Segunda Guerra Mundial.
Isto tem consequências desastrosas para a classe trabalhadora e para a população pobre grega, restaurantes precários surgem em toda parte. A verdadeira pobreza e a fome reaparecem na Europa pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A Grécia mostra a todos o futuros que teremos sob este sistema capitalista podre e em crise.

INGLATERRA - PANFLETO DO SOCIALIST FIGHT 20/10/2012

Victory to the South African Striking Miners!
Enough of the bogus “protecting frontline services”, and “cuts too far too fast”!
TU leaders must fight for needs budgets!TUC: Call an indefinite General Strike!

The striking miners of South Africa are the vanguard of the international proletariat. The brutal and pre-planned massacre of the 34 miners on 16th August is a sharp manifestation of the International crisis of capitalism. Every class conscious workers on the planet has a duty to support and work for the victory of these strikes because they are fighting not just for the future of the South African working class but for all our futures.
The world crisis of capitalism continue to deepen; the Greek and European sovereign debt crisis continues to worsen, several countries in the euro area cannot repay or re-finance their government debt without the assistance of the dreaded troika, the IMF, EU and ECB.
The debts of speculators and banks from property bub-bles were transferred to the national bank balance and so the crisis became a sovereign debt crisis which is now threatening the solvency of whole nations and the survival of the Euro and the European Union itself. This has global consequences, threatening inter-Imperialist rivalries the like of which we saw before WWI and WWII.
This has had dire consequences for the Greek working class and poor, food kitchens have sprung everywhere and real poverty and hunger has begun to reappeared in Europe for the first time since the end of WWII. Greece shows us all our futures under this rotten and crisis-ridden capitalist system.
It is already apparent that a severe housing crisis is developing in Britain, the NHS is being totally privatised and local councils are about to be reduced to being the paymasters of privatised and decimated local services. Tory Barnet council is pioneering US-style total privatisation of services. Chancellor Ed Balls told the Guardian, “The public want to know that we are going to be ruthless and disciplined in how we go about public spending”. And at the Labour Conference, “we cannot make any commitments now that the next Labour government will be able to reverse particular tax rises or spending cuts.”
Following the terrible Marikana Massacre on 16 August on Monday 15 October the crisis in South Africa’s mining sector worsened when talks between the Chamber of Mines and trade unions failed and the strike wave spread. “The situation is grave,” Willie Jacobsz, head of investor relations at Gold Fields told the Financial Times. “All of Gold Fields’ South African mines, with the excep-tion of the developing South Deep, are now engaged in illegal strike action, putting thousands of jobs at risk and increasing the likelihood of major restructuring.”

sábado, 6 de outubro de 2012

CARTA AOS LEITORES

Ganhe quem ganhar,

não fará igual, fará pior!

Votar Nulo, por um partido

revolucionário dos trabalhadores!


Parafraseando a música do grupo Titãs (1), ganhe quem ganhar estas eleições, alertamos: os próximos ou reeleitos não farão igual aos atuais governos. Farão pior! Trata-se de exigências da economia: aplicar os “planos de austeridade” para tornar a economia brasileira mais “competitiva” (2), arrochar ainda mais os salários para baratear a mão de obra, realizar a famigerada reforma trabalhista “por baixo” via Acordo Coletivo Especial com o apoio das centrais pelegas e governistas, desonerar ainda mais a carga tributária para o empresariado e aumentar os custos dos serviços utilizados pela população trabalhadora como o do transporte público; aumentar a coerção social contra trabalhadores de rua e sem tetos, o efetivo policial e o poder repressivo das guardas municipais; agilizar a privatização da saúde e os despejos (por incêndios criminosos ou repressão policial) dos que já vivem em precárias condições de moradia, realizar mais privatizações e todas as maracutaias que envolvem a preparação do terreno para a realização da Copa e da Olimpíadas, etc. Por tudo isto, os prefeitos novos ou reeleitos exercerão uma opressão maior do que já exercem os atuais, independentemente de seus partidos.

Se já não deveríamos acreditar nas promessas dos candidatos de que a vida melhorará após estas eleições, poderemos ter a certeza, ela piorará. Sob o tacão de Serra, Haddad ou Russomano, a vida do trabalhador da maior cidade do Brasil piorará. No Rio de Janeiro, com Paes ou mesmo com Freixo, piorará. Este último, prefeiturável do PSOL, reivindica maior intervenção policial nos bairros cariocas, mesmo como candidato já reconhece que cortará salário de funcionários grevistas e não se opõe ao despejo que sofrem os moradores do Horto; não por acaso é apoiado por setores do PSDB e PDT. Anotem aí os leitores, os prefeitos que porventura forem eleitos pelo PSOL, como Freixo ou Edmilson Rodrigues, reprimirão trabalhadores, aumentarão passagens e despejarão sem tetos. Edmilson não fará igual aos dois mandatos anteriores, fará pior! Sobre isto, recomendamos a leitura do artigo: “Nesta campanha eleitoral, o PSOL,dispondo de um candidato que já governou para a burguesia, torna-se a opçãopreferencial para assumir o governo dos ricos contra a classe trabalhadora deBelém” no especial “Eleições 2012, rito de passagem do PSOL e PSTU”.

PT: PARTIDO OPERÁRIO, OPERÁRIO-BURGUÊS OU BURGUÊS COM INFLUÊNCIA DE MASSAS?

O caráter de classe do PT
e a tarefa dos revolucionários

Para construir um partido revolucionário dos trabalhadores no Brasil é preciso conquistar a consciência pelo menos dos setores mais avançados da classe trabalhadora para o trotskismo, o marxismo de nosso tempo. Todavia, hoje a vanguarda da classe, refletindo as grandes massas da população explorada, segue o PT.

Nestas eleições municipais, tivemos a oportunidade de fazer uma pesquisa de intenção de voto por partidos em duas fábricas metalúrgicas paulistanas. Obtivemos o seguinte resultado na fábrica A: 70% operários dizem que votarão no PT; 20% partido burguês da base governista (no caso, o PSB), que embora seja base aliada do governo federal, é adversário do PT na cidade e 10% de votos nulos. Na fábrica B: 40% dos votos no PT, 30% indecisos, 20% no PSB e 10% nulos. Apesar de ser um universo pequeno, até previsível e restrito ao momento eleitoral, confiamos infinitamente mais nele do que em todos os venais institutos de pesquisas burgueses (Ibope, Datafolha, Gallup, Sensus, etc.). A pesquisa realizada junto às duas fábricas não quer dizer de modo algum que o PT vai vencer as eleições, ganhe quem ganhe perderão os trabalhadores e ganharão os banqueiros, o que nos importa nesta pesquisa é que ela serve de termômetro entre os trabalhadores e comprova que o principal obstáculo para o avanço da consciência do proletariado reside nas ilusões que o mesmo mantém no PT.