TRADUTOR

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

GRAMSCI I

Viva Gramsci, contra o oportunismo e a reação fascista!
Chris Harman
Publicamos abaixo o documento “Gramsci versus Eurocomunismo”, elaborado por Chris Harman em junho de 1977. Harman foi um dos principais dirigentes do SWP britânico (cliffista). O documento faz uma importante contribuição para análise da força, ambiguidades e limites da obra do maior marxista revolucionário italiano e das várias distorções que sofreu ao longo da história. Não existe a menor evidência empírica de que Gramsci tenha abandonado a concepção da revolução socialista através da destruição do Estado burguês parlamentar e sua substituição por uma república de conselhos operários democraticamente eleitos, para defender uma via pacífica para o socialismo como em distintos momentos falsificaram os stalinistas, socialdemocratas e marxistas acadêmicos. É preciso contextualizar Gramsci na Itália do Risorgimento, depois da revolução garibaldina, uma revolução burguesa sem o radicalismo jacobino. Como materialistas, distinguimos o pensamento de Gramsci dos gramscianos que se apropriam de seu legado para convertê-lo em teórico do reformismo, secundarizando as condições impostas pelo fascismo em que o revolucionário elaborou o seus “Cadernos do Cárcere”. Por exemplo, a “guerra de posições” merece um estudo para identificação de suas diferenças e contradições com as teses da revolução permanente. De modo que todos os genuínos bolcheviques podem assimilar crirticamente o pensamento de Gramsci, incluindo aos equívocos anteriores aos Cadernos para extrair elementos úteis a luta revolucionária. No Brasil, a cruzada da reação golpista identificou em Gramsci seu maior inimigo teórico com pavor e ataques proferidos em muito maior escala do que contra Marx, Lenin, Trotsky, Stalin, Mao ou Guevara. Mais por instinto de classe do que por conhecimento do adversário, a extrema direita fascista e golpista parte para a ofensiva contra o que chamam de “marxismo cultural”, “gramscismo”, “revolução cultural” em uma verdadeira caçada ideológica com explícitos elementos anticomunistas e macarthistas. Nesse momento, os marxistas revolucionários empunham o melhor do legado ideológico de um dos primeiros comunistas a enfrentar a ascensão fascista. Gramsci vive na luta contra o golpe de estado e a ascensão da reação no Brasil.

domingo, 1 de outubro de 2017

A CONSCIÊNCIA DE CLASSE E O PARTIDO REVOLUCIONÁRIO

La consciencia de clase y el partido revolucionario

Introducción


“Lo que sucedió a esos dirigentes de la Segunda Internacional, a esos marxistas altamente eruditos consagrados al socialismo como Kautsky, Otto Bauer y otros, podría (y debería) servir de lección útil [1]. Comprendían perfectamente la necesidad de tácticas flexibles; la aprendieron ellos mismos y enseñaron a otros marxistas la dialéctica… pero, en su aplicación de esta dialéctica cometieron tales errores o probaron en la practica de ser tan anti dialécticos, tan incapaces de tomas en cuenta los cambios rápidos de forma, ni la adquisición rápida de nuevos contenidos en las viejas formulas, que sus destinos no son menos envidiables que los de Hyndman, Guesde o Plekhanov [2]. Debemos cuidarnos que los mismos errores, solamente en sentido inverso, hechos por los comunistas de izquierda sean corregidos lo antes posible”[3][4]

REFERENDO NA CATALUNHA

Os direitos das nações à autodeterminação: o referendo da Catalunha e o Estado espanhol

Socialist Fight

Qual é a posição marxista no referendo catalão em 1 de outubro de 2017? Catalunha, Madri, País Basco e Baleares são as regiões mais prósperas de Espanha. A Catalunha representa apenas 6% do território do país e 16% de sua população, mas representa um quinto da produção econômica, um quarto das exportações e mais da metade do novo investimento inicial em 2016. Medido no PIB per capita, a Catalunha compara favoravelmente com as regiões mais prósperas da Europa continental de Ródano-Alpes na França, Lombardia na Itália e Baden-Württemberg no sudoeste da Alemanha.